Fermino Neto
Oratória com Inteligência Emocional
O autor do livro que popularizou a inteligência emocional, Daniel Goleman, é um jornalista científico dos Estados Unidos. Por doze anos, escreveu para o The New York Times, principalmente sobre avanços nos estudos do cérebro e das ciências comportamentais. Escritor de renome internacional, psicólogo, jornalista da ciência e consultante incorporado. Goleman recebeu o seu doutoramento em Harvard, onde também era professor. O seu livro Inteligência emocional chegou ao Brasil em 1996.
Nós sabemos o quanto a IE pode fazer por nossa performance na oratória. Falar em público há muito não é mais tido como aquela ação restrita aos palcos ou diante das câmeras.
Falar em público hoje é falar com os outros num processo de comunicação interpessoal. Falar é uma ação que nos acompanha cotidiano afora, em tudo o que fazemos.
Já observou as palavras de pessoas que têm um temperamento ríspido, que usam termos grosseiros, contundentes por demais, julgadoras dos semelhantes e provocadoras de culpa e medo nos outros. Muito mais que falar em inteligência artificial nós temos que estudar e dominar a inteligência emocional. Mas, como usar a inteligência emocional para nos comunicar com as pessoas?
Daniel Goleman define: “A capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos”
Já existem muitos escritos sobre o tema, mas a proposta deste é ajudar a clarear de uma forma ainda mais didática como a inteligência emocional pode impactar diretamente na sua capacidade de falar em público.
Basta olhar os 5 pilares, é bom entendermos um pouco melhor sobre o assunto. A IE é pautada por um conjunto de competências e habilidades divididas por Goleman em cinco pilares:
1 – Reconhecer suas próprias emoções. Quando algo desperta determina emoção em nós, nem sempre conseguimos de fato explicar o que sentimos e as verdadeiras razões de estarmos sentindo aquilo. Ter inteligência emocional é ser capaz de reconhecer essas emoções e realmente entendê-las.
2 – Lidar com as próprias emoções. Não basta reconhecer o que se sente, é preciso saber como lidar com a raiva, o medo, a insegurança, a alegria. Dessa forma, fica muito mais fácil direcionar as suas atitudes e comportamentos, não permitindo que sejam pautados exclusivamente em emoções do momento.
3 – Automotivação. Também faz parte dos pilares da inteligência emocional ser capaz de se manter motivado diante das dificuldades e adversidades. Isso te ajuda a não desistir no meio do caminho e realmente atingir os seus maiores objetivos.
4 – Empatia. Mais do que simplesmente reconhecer e saber lidar com as suas emoções, é extremamente importante também conseguir compreender as emoções dos outros e criar conexões genuínas.
5 – Habilidades interpessoais. Ao se relacionar com as pessoas também é preciso ter muita inteligência emocional para ser capaz de solucionar conflitos de maneira confiante, construir relacionamentos produtivos e não se deixar levar pelas emoções em momentos de decisão ou até feedbacks.
A inteligência emocional ajuda a raciocinar com alma positiva e com autopoder. Ela pode ser aplicada em diversas situações, como no trabalho, na vida familiar e no dia a dia. Alguns exemplos de aplicação são: Relacionamentos interpessoais, a inteligência emocional pode ajudar a construir relações positivas e saudáveis, baseadas no respeito. Integração de equipes, por exemplo quando os membros de uma equipe têm controle sobre as suas emoções, é mais fácil pensar racionalmente e otimizar a integração.
Um ponto indesejável na hora de falar é o branco em que somem as nossas ideias e palavras, ou com alguma situação inesperada, onde temos que lidar com situações difíceis. A inteligência emocional pode ajudar a lidar com situações cotidianas, como problemas financeiros, desentendimentos familiares e saúde debilitada.
Com inteligência emocional podemos lidar com a vida bem mais levemente, para fazer o gerenciamento de conflitos.